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O EXEMPLO DAS FORMIGUINHAS
Paulinha
é uma garotinha que vive cheiiiiinha de curativos e machucados, além de
sempre estar com dor de garganta.
Vocês imaginam por que? Nããoo?! Vamos saber?
Paulinha é sempre muiiiiiiiiiiito apressada e resmungona. Quando a porta está fechada e custam p'ra abrir, ela começa a falar alto e a chutar a porta!
E quando
ela vai fazer o lanche e a mamãe demora para esfriar o leite! Viiiixeee , Ela
bate os cotovelos na mesa e fica resmungando que tá demorando, que isso não
pode acontecer e vai logo bebendo o leite ultra quente assim mesmo...
e
daí, eis que ela vive com a boca queimada e emburrada e zangada...
Ai , ai , ai , ai! Que coisa feia , né mesmo? Ficar assim tão tão zangada e ainda parecer um carrinho em disparada, querendo fazer tudo sempre depressa. Pra que tanta pressa, Paulinha?
Vovó Carlota vinha notando que a cada dia que passava sua netinha tinha mais e mais curativos e era uma menina que estava mais e mais zangada. Então, sabem o que a Vovó fez?
Um lindo dia de sol, convidou Paulinha para ir passear pelo bairro até a pracinha.
Paulinha topou na hora! E já foi toda apressada para a porta, para sairem logo e logo chegarem à pracinha, assim ela poderia brincar.
Mas, Vovó, já tinha idade e logo foi falando para a netinha que seus
passos, devido à idade, eram um cadinho mais lentos e que para irem à
pracinha ela deveria ter calma e paciência , pois Vovó não poderia andar
tão rápido como queria Paulinha.
Paulinha, então, já fez biquinho de zangada; mas como queria muiiiiito ir à pracinha concordou em andar mais devagar.
E lá as duas iam pela rua, quando viram, no caminho, uma porção de formiguinhas, em fila, carregando uma folha.
Vovó falou:
- Veja, Paulinha, as formiguinhas levam comida para sua casa, o formigueiro. Aproveitam os dias de sol e fazem seu trabalho, para quando vier o frio, vier a chuva, elas terem o que comer. Veja que bonito! Elas não empurram, nem andam depressa e carregam uma folhinha de cada vez...
- Ih, Vovó, mas elas são muito moles! Ficam demorando, demorando! Se fosse eu, pegava uma porção de folhas de uma vez e saía correndo na frente.
Vovó Carlota sorriu e falou:
- Não ia adiantar, porque certamente você se perderia no caminho, tropeçaria com o peso de tanta folha e não daria certo.
Paulinha pensou um pouquinho e disse:
-É Vovó, acho que você está certa.
De repente, ouviu-se um barulhinho: ronc, ronc, ronc....
Que será que era? Vocês sabem?
Ahhhn! Era a barriga de Paulinha, que estava roncando de tanta fome! E as
duas, neta e Vó começaram a rir e trataram de voltar para casa, pois
realmente já chegara a hora do almoço.
Chegando em casa, a comida estava pronta, mas o angu e o feijão, que a Paulinha gostava tanto, estavam muiiiiiito quentes. Saía fumaça à beça. E Paulinha já ia começar a reclamar, quando parou e todos ficaram espantados dela ficar em silêncio....
Por que será que ela ficou em silêncio?!
Sabem o que foi? Foi que Paulinha se lembrou das formiguinhas que pacientemente carregavam seu alimento, com cuidado e sem pressa.
Então ela resolveu esperar também com paciência a mamãe esfriar sua comida e assim não queimou a boca e nem machucou os cotovelos!
giocar, 16/06/2003